Os cientistas examinaram a
água abaixo dos vulcões, nas quais o dióxido de carbono ocorre naturalmente,
para verificar como a vida marinha lida com a água mais ácida. Segundo os
pesquisadores, nos próximos anos a água marinha começará a afetar alguns
organismos e alguns tipos de corais não conseguirão sobreviver.
O trabalho foi apresentado pelo cientista
britânico Jason Hall-Spencer, que estudou as aberturas vulcânicas no oceano.
Segundo ele, a conclusão da pesquisa é um “aviso” sobre o futuro dos
ecossistemas marítimos. O trabalho foi apresentado por ele durante conferência
em Vancouver, no Canadá.
Hall-Spencer disse que examina as aberturas
vulcânicas como uma máquina do tempo. “Nem todas as espécies estão calcificadas.
Há conchas e esqueletos rígidos e existem outros organismos com corpos macios
que também deixam o mar [em busca de qualidade de vida]”, explicou.
O cientista ressaltou que há 55 milhões de anos
ocorreu situação semelhante à identificada na pesquisa, que leva cerca de 10 mil
anos para ocorrer. Segundo Hall-Spencer, os oceanos precisam de aproximadamente
125 mil anos para se recuperar e obter de volta a “química normal”.
“[Ou seja], o que fizermos ao longo dos próximos
100 anos ou 200 anos pode ter influência nos ecossistemas oceânicos de dezenas
de milhares a milhões de anos. Essa é a implicação do que estamos fazendo com os
oceanos agora", destacou Hall-Spencer