Belo Horizonte — Quando alguém está se preparando
para uma cirurgia, é comum que tenha mais receio da anestesia do que da operação
em si. É difícil encontrar quem não trema nas bases quando o assunto é ficar
desacordado, desconectado do mundo ou com parte dos reflexos bloqueados pela
indução de medicamentos. O procedimento, no entanto, é cada vez mais seguro,
acompanhando a modernização dos monitores usados durante a anestesia. Com a
monitoração adequada, a consulta pré-anestésica e a presença do médico
especialista no assunto aumentam a segurança dos procedimentos de anestesia e
sedação (veja quadro).
Por essas razões, a Sociedade de Anestesiologia
de Minas Gerais (Samg) tem insistido na importância da presença dos
anestesiologistas durante procedimentos de sedação, mesmo os não cirúrgicos. É o
caso de exames que precisam da imobilidade do paciente, como a ressonância
nuclear magnética, ou que geram desconforto, como a colonoscopia e a endoscopia.
Em alguns procedimentos odontológicos, que envolvem sedação, também é indicada a
presença do especialista.
Além desse profissional, em muitos casos há a
exigência de equipamentos que garantam a ressuscitação do paciente, se houver
uma complicação. Quem regulamenta o assunto é o Conselho Federal de Medicina
(CFM), que, com base na Resolução nº 1886/2008, determina, entre outras coisas,
que um estabelecimento de saúde que realize procedimentos clínicos cirúrgicos de
pequeno e médio porte — como uma clínica de cirurgia plástica —, deve ter uma
série de equipamentos, como aspirador de secreções, conjunto de emergência
equipado com medicação específica, material de reanimação cardiorrespiratória e
fonte de oxigênio, entre outros.
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Correio Braziliense desta quarta-feira (22/02)